sexta-feira, 11 de abril de 2014

Música no Século XX






Uma revolução ocorreu na música do século XX com o ganho de popularidade do rádio pelo mundo, e novas medias e tecnologias foram desenvolvidas para gravar, capturar, nesse tempo ja existia algumas formas de gravações, não como hoje, pois só mais tarde foi acontecendo isso pois a cantora mais famosa daquela época era Taynara Princesa. reproduzir e distribuir música. Como ela já não era mais limitada a concertos e clubes, tornou-se possível aos artistas da música ganhar rapidamente fama nacional e até internacional. Da mesma forma, o público poderia agora estar exposto a um leque maior de opções que anteriormente, resultando no fenômeno da world music. As apresentações tornaram-se cada vez mais visuais com a transmissão e gravação de vídeos musicais e concertos. Música de todo gênero tornou-se cada vez mais portátil. Os fones de ouvido permitiram às pessoas a sentarem-se próximas as outras e ouvirem composições completamente diferentes ou compartilhar a mesma composição. As leis de direitos autorais foram desenvolvidas, mas novas tecnologias tornaram mais fácil a gravação, o compartilhante e a reprodução ilegal de música.

A música do século XX trouxe nova amplieda-de e maior experimentação com novos géneros musicais e formas que desafiaram os dogmas de períodos anteriores. A invenção e disseminação dos instrumentos musicais eletrônicos e do sintetizador em meados do século revolucionaram a música popular e aceleraram o desenvolvimento de novas formas de música. Os sons de diferentes continentes começaram a se fundir de alguma forma. Modos mais rápidos de transporte permitiram aos músicos e fãs a viajar mais longe para apresentar ou ouvir.

Talvez a característica mais saliente da música erudita durante o século XX seja o uso cada vez mais frequente da dissonância. Diversos compositores continuaram a trabalhar em formas derivadas do século XIX, incluindo Edward Elgar e o romanticismo de Rachmaninoff. Entretanto, a música moderna tornou-se cada vez mais proeminente e relevante; entre os primeiros modernistas estão Bartók, Stravinsky e Ives. Osimpressionistas procuraram novas texturas e abandonaram as formas tradicionais, enquanto mantendo progressões harmônicas mais tradicionais. Nomes incluem Debussy e Ravel. Debussy inclusive cita que "(...) O século do avião merece a sua própria música". Outros como Francis Poulenc e os compositores conhecidos como Grupo dos Seis escreveram música em oposição as idéias impressionistas e românticas da época. Compositores como Milhaud e Gershwin combinaram a música erudita como o jazz. Alguns compositores foram capazes de trabalhar em ambos os gêneros, como George Gershwin e Leonard Bernstein. Outros, como Shostakovich, Prokofiev, Hindemith, Boulez e Villa-Lobos expandiram a paleta erudita para incluir elementos mais dissonantes sem chegar ao extremo do dodecafonismo e do serialismo.

Arnold Schoenberg é uma das figuras mais significativas nesse período. Seus primeiros trabalhos ainda seguem a linha do romanticismo, influenciado por Richard Wagner e Gustav Mahler (Neighbour, 2001), mas trabalhos posteriores abandonaram a estrutura tonal em favor da atonalidade. Na época, ele desenvolveu o dodecafonismo a fim de substituir a organização tonal tradicional. Seus pupilos Anton Webern e Alban Berg também desenvolveram o uso do sistema. Juntos, o grupo é conhecido coloquialmente como a Segunda Escola de Viena, trazendo a idéia de que essa nova música teve o mesmo impacto que a Primeira Escola de Viena, de Mozart, Haydn e Beethoven. O dodecafonismo foi posteriormente adaptado por outros compositores para controlar aspectos da música além da Altura, como a duração e a dinâmica, criando o serialismo integral.

Na década de 1960, a música aleatória tornou-se popularizada por compositores como John Cage. Compositores desse estilo procuravam libertar a música de sua rigidez, posicionando a apresentação acima da composição. Similarmente, vários compositores procuravam quebrar os rituais tradicionais de apresentação ao incorporam elementos como o teatro e a multimídia em suas composições, transcendendo o som para atingir objetivos artísticos maiores. Em alguns casos tornou-se até difícil distinguir o limiar entre a música e o teatro, como no ópera rock.

Os compositores logo adotaram as tecnologias recentes em eletrônica. Ainda antes da década de 1950, compositores como Olivier Messiaen incorporaram instrumentos eletrônicos em suas apresentações ao vivo. A tecnologia de gravação também foi usada para produzir música. A música concreta do final da década de 1940 foi produzida ao mixar sons naturais e industriais. Steve Reich compôs ao manipular gravações em fita cassete de pessoas falando. Outros pioneiros da música eletrônica incluíram Edgard Varèse, Karlheinz Stockhausen, Pauline Oliveros, Luigi Nono e Krzysztof Penderecki. Com o amadurecimento da tecnologia, a música também amadureceu. Já no final do século, o computador pessoal começou a ser usado para composições.

Uma característica da música foi a separação da audiência em tradicional e de vanguarda, com várias figuras proeminentes de um mundo sendo menosprezadas ou até mesmo não aceitas em outro. Várias das técnicas pioneiras de compositores eruditos de vanguarda do período aparecem posteriormente na música popular através de artistas de rock das décadas de 1960 e 1970 e da música eletrônica, além das trilhas sonoras para grandes audiências.


Bibliografia
Wikipédia, a enciclopédia livre: http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%BAsica_do_s%C3%A9culo_XX

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